No próximo dia 1 de Abril de 2012 será efectuada uma pequena rota circular com cerca de 15 km intitulada “Pedras, Moinhos e Aromas de Santiago” na Serra da Aboboreira em Soalhães.
De acordo com o site do percurso «(…) durante o trajecto percorrem-se caminhos antigos ladeados de muros de pedra, muitas vezes escavados na rocha, por sua vez sulcados pelos rodados dos carros de bois. Aqui as gentes, ainda cultivam a leira à força braçal e animal, e praticam a moenda do cereal nos moinhos de água. (…) Salpicando a paisagem podem observar-se majestosas fragas com formas finamente arredondadas, lembrando silenciosos guardiões da serra (…)».
Marcamos a actividade para as 10:30 da manhã na Tasquinha do Fumo no povoado de Almofrela em Soalhães nas seguintes coordenadas:
41°10'32.08"N (latitude) e 8° 3'25.04"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Após a caminhada encontra-se previsto um lanche ajantarado na Tasquinha do Fumo, onde consta serem servidos pratos regionais e petiscos, o ideal para quem quiser retemperar forças depois da actividade.
Para participar envia um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com. A confirmação atempada é essencial para reservar mesa na Tasquinha do Fumo.
Florestas, lagos, rios, montanhas, aldeias, castelos, templos, cidades e serras, encontram-se cruzadas por caminhos antigos que unem gentes e geografias numa rede global primordial. Levantemos os olhos para o céu e encurtemos as distâncias que nos separam da realidade natural, percorrendo os trilhos pedestres de um mundo rico em cultura e biodiversidade que vale a pena descobrir passo a passo...
quinta-feira, 22 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
À descoberta da Serra de Aire e Candeeiros | Fotos
Viajamos em direcção a Sul para descobrir um reino de pedra que se estende nas imediações de Alcobaça, terra dos monges brancos de Cister, zelada por templos e galerias profundas, num espaço repleto de paisagens infindáveis, ampliadas por uma vasta dimensão histórica que se perpetua no tempo e no horizonte.
O simples erguer do maciço calcário Entremenho a altitudes superiores a 200 metros é suficiente para o distinguir das áreas circundantes, todas elas situadas a níveis inferiores, e a subida aos pontos culminantes da Serra de Aire e Candeeiros abre horizontes insuspeitos a mais de 600 metros de altura.
Chegados a Alvados, partimos da igreja branca do pequeno povoado rumo à Fórnea, estranho fenómeno natural semelhante a um anfiteatro, com 500 metros de diâmetro e uns admiráveis 250 metros de altura, que configura um vale em forma de U formado pela erosão provocada pelas chuvas.
Depois de percorrer o interior da Fórnea, dirigimo-nos para alto do anfiteatro pela cumeada, de onde se descortinam inúmeros povoados entre a serra e o oceano, inseridos em mantos de verdura dos mais variados tons. Mas como se o relevo não bastasse para marcar a singularidade desta terra, acresce-se uma geologia característica, pautada pelos calcários que nos oferecem a secura que marca a paisagem e as formas, que quase se poderiam dizer exóticas, que caracterizam o relevo.
A permeabilidade da rocha calcária impede a presença visível de cursos de água que se escondem em grutas profundas, contribuindo assim para a sensação de nudez que se desprende das montanhas, enquanto a natureza de pedra, conjugada com os efeitos da erosão, se encarregam de conferir ao conjunto um ar vigoroso, agreste, e simultaneamente atraente.
A água que cai no solo perde-se numa vasta e complexa rede de cursos de água subterrâneos que minam o maciço em todos os sentidos. É esta tão misteriosa rede subterrânea que se vai manifestar à superfície das mais variadas formas, nomeadamente na riqueza de vegetação que perfuma o ar: o alecrim, o rosmaninho, a murta, a bela-luz, o funcho, a roselha, a dedaleira, o tojo molar, a esteva e o tomilho, conferem ao cenário uma cor especial, prestes a acentuar com a chegada da Primavera. Mas o elemento dominante da vegetação é sem dúvida a oliveira, reflexo da acção dos monges cistercienses de Alcobaça que iniciaram a sua plantação no início de século XVII.
A vida rural é ainda a habitação, o forno de pão, os abrigos, as eiras, os moinhos de vento, que apesar de abandonados, ainda sobressaem no cimo das encostas. Os granitos e os xistos tão característicos de outras regiões de Portugal deixam de ter no maciço calcário Entremenho qualquer expressão. Aqui, foi o calcário, abundante e fácil de trabalhar, que se tornou a matéria-prima por excelência para a construção.
Depois de efectuarmos um percurso magnífico com aproximadamente 16 quilómetros, dirigimo-nos até à Gruta dos Moinhos Velhos, verdadeiro nome das “Grutas de Mira de Aire”, para percorrermos 600 metros dos mais de 11 quilómetros até agora conhecidos de uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, finalizando assim um dia intenso repleto de paisagens deslumbrantes e locais secretos ao alcance de todos.
O simples erguer do maciço calcário Entremenho a altitudes superiores a 200 metros é suficiente para o distinguir das áreas circundantes, todas elas situadas a níveis inferiores, e a subida aos pontos culminantes da Serra de Aire e Candeeiros abre horizontes insuspeitos a mais de 600 metros de altura.
Chegados a Alvados, partimos da igreja branca do pequeno povoado rumo à Fórnea, estranho fenómeno natural semelhante a um anfiteatro, com 500 metros de diâmetro e uns admiráveis 250 metros de altura, que configura um vale em forma de U formado pela erosão provocada pelas chuvas.
Depois de percorrer o interior da Fórnea, dirigimo-nos para alto do anfiteatro pela cumeada, de onde se descortinam inúmeros povoados entre a serra e o oceano, inseridos em mantos de verdura dos mais variados tons. Mas como se o relevo não bastasse para marcar a singularidade desta terra, acresce-se uma geologia característica, pautada pelos calcários que nos oferecem a secura que marca a paisagem e as formas, que quase se poderiam dizer exóticas, que caracterizam o relevo.
A permeabilidade da rocha calcária impede a presença visível de cursos de água que se escondem em grutas profundas, contribuindo assim para a sensação de nudez que se desprende das montanhas, enquanto a natureza de pedra, conjugada com os efeitos da erosão, se encarregam de conferir ao conjunto um ar vigoroso, agreste, e simultaneamente atraente.
A água que cai no solo perde-se numa vasta e complexa rede de cursos de água subterrâneos que minam o maciço em todos os sentidos. É esta tão misteriosa rede subterrânea que se vai manifestar à superfície das mais variadas formas, nomeadamente na riqueza de vegetação que perfuma o ar: o alecrim, o rosmaninho, a murta, a bela-luz, o funcho, a roselha, a dedaleira, o tojo molar, a esteva e o tomilho, conferem ao cenário uma cor especial, prestes a acentuar com a chegada da Primavera. Mas o elemento dominante da vegetação é sem dúvida a oliveira, reflexo da acção dos monges cistercienses de Alcobaça que iniciaram a sua plantação no início de século XVII.
A vida rural é ainda a habitação, o forno de pão, os abrigos, as eiras, os moinhos de vento, que apesar de abandonados, ainda sobressaem no cimo das encostas. Os granitos e os xistos tão característicos de outras regiões de Portugal deixam de ter no maciço calcário Entremenho qualquer expressão. Aqui, foi o calcário, abundante e fácil de trabalhar, que se tornou a matéria-prima por excelência para a construção.
Depois de efectuarmos um percurso magnífico com aproximadamente 16 quilómetros, dirigimo-nos até à Gruta dos Moinhos Velhos, verdadeiro nome das “Grutas de Mira de Aire”, para percorrermos 600 metros dos mais de 11 quilómetros até agora conhecidos de uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, finalizando assim um dia intenso repleto de paisagens deslumbrantes e locais secretos ao alcance de todos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
À descoberta da Serra de Aire e Candeeiros 18/03/2012
No próximo dia 18 de Março será efectuado um percurso pedestre na Serra de Aire e Candeeiros, num itinerário alternativo que permitirá explorar diversos aspectos surpreendentes destas montanhas, nomeadamente a mítica Fórnea.
O site do Município de Porto de Mós refere-se à Fórnea como sendo “um estranho fenómeno geológico que dá a ilusão de ser um anfiteatro natural.” (…) “A Fórnea assemelha-se a um enorme abatimento da crosta terrestre, começando em Chão das Pias e descendo até Alcaria. Porque os solos da Serra de Aire e Candeeiros são ocos e apresentam vácuos, puderam dar origem às grutas, mas também a este local: uma depressão de milhões de anos rodeada por cursos de água.”
O site acrescenta “na zona da várzea existe um vale de oliveiras, enquanto que no espaço envolvente se encontram duas cascatas, e duas nascentes. A zona do semi-circulo é envolvida pela Serra de Ladeiras, Pena de Águia e Cabeço Raposeiro. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural impressionante. No interior da Fórnea encontra-se a Cova da Velha, uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea.”
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 18 de Março na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Consolação em Alvados nas seguintes coordenadas:
39°32'54.32"N (latitude) e 8°46'13.20"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
O site do Município de Porto de Mós refere-se à Fórnea como sendo “um estranho fenómeno geológico que dá a ilusão de ser um anfiteatro natural.” (…) “A Fórnea assemelha-se a um enorme abatimento da crosta terrestre, começando em Chão das Pias e descendo até Alcaria. Porque os solos da Serra de Aire e Candeeiros são ocos e apresentam vácuos, puderam dar origem às grutas, mas também a este local: uma depressão de milhões de anos rodeada por cursos de água.”
O site acrescenta “na zona da várzea existe um vale de oliveiras, enquanto que no espaço envolvente se encontram duas cascatas, e duas nascentes. A zona do semi-circulo é envolvida pela Serra de Ladeiras, Pena de Águia e Cabeço Raposeiro. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural impressionante. No interior da Fórnea encontra-se a Cova da Velha, uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea.”
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 18 de Março na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Consolação em Alvados nas seguintes coordenadas:
39°32'54.32"N (latitude) e 8°46'13.20"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
À descoberta da Freita | Fotos
Desta vez dirigimo-nos até às imediações de Arouca, para uma nova abordagem à Freita e ao seu monumental Geoparque, reconhecido pelo excepcional património geológico de relevância internacional, associado a uma intensa riqueza arqueológica, ecológica, histórica e etnográfica.
Começamos o nosso itinerário em Fuste, atravessando este pequeno povoado rural através da Rota do Ouro Negro. Após alguns estradões florestais ensolarados, passamos em frente a dezenas de entradas de minas rudimentares de volfrâmio ladeadas por um vale profundo e encaixado, onde o majestoso ribeiro da Pena Amarela recebe a água do ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria formando cascatas.
Ainda na zona de mineração, atravessamos o ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira, para iniciar uma subida por um carreiro tradicional que nos conduziria ao lugar de Rio de Frades, inicio oficial do Caminho do Carteiro.
Esta pequena aldeia esquecida da Freita, no tempo da II Guerra Mundial foi palco de uma coexistência surpreendente pacífica de alemães e ingleses, na exploração das respectivas minas de volfrâmio. Desse período restam ruínas fantasma de um passado mineiro misturadas agora com a arquitectura rural e com as gentes serranas que ainda por lá habitam, que nos acolheram num café hospitaleiro, que permitiu retemperar forças para a magnífica ascensão que se avizinhava.
Depois de passarmos por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prosseguimos, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, iniciamos uma suave descida que nos conduziu ao pequeno pontão através do qual é feita a travessia do Rio.
Dobrado o Rio, iniciamos a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamo-nos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos conduziu até Tebilhão.
O trajecto entre as duas aldeias foi de rara beleza, repleto de paisagens monumentais: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão, do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo. Cenários impressionantes que fazem ao visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, seres humanos aí residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela uma bucólica paisagem que enfeitiça o olhar.
O regresso a Fuste foi efectuado através de um caminho alternativo, com estrada e estradões antigos de terra, que nos ofereceram vastas panorâmicas sobre a Freita, num final de tarde único, pontuado pelo movimento lento das eólicas sobre os ermos e pelo sopro da brisa fresca em jeito de epílogo de mais uma Evasão notável em terras lusas.
Começamos o nosso itinerário em Fuste, atravessando este pequeno povoado rural através da Rota do Ouro Negro. Após alguns estradões florestais ensolarados, passamos em frente a dezenas de entradas de minas rudimentares de volfrâmio ladeadas por um vale profundo e encaixado, onde o majestoso ribeiro da Pena Amarela recebe a água do ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria formando cascatas.
Ainda na zona de mineração, atravessamos o ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira, para iniciar uma subida por um carreiro tradicional que nos conduziria ao lugar de Rio de Frades, inicio oficial do Caminho do Carteiro.
Esta pequena aldeia esquecida da Freita, no tempo da II Guerra Mundial foi palco de uma coexistência surpreendente pacífica de alemães e ingleses, na exploração das respectivas minas de volfrâmio. Desse período restam ruínas fantasma de um passado mineiro misturadas agora com a arquitectura rural e com as gentes serranas que ainda por lá habitam, que nos acolheram num café hospitaleiro, que permitiu retemperar forças para a magnífica ascensão que se avizinhava.
Depois de passarmos por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prosseguimos, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, iniciamos uma suave descida que nos conduziu ao pequeno pontão através do qual é feita a travessia do Rio.
Dobrado o Rio, iniciamos a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamo-nos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos conduziu até Tebilhão.
O trajecto entre as duas aldeias foi de rara beleza, repleto de paisagens monumentais: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão, do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo. Cenários impressionantes que fazem ao visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, seres humanos aí residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela uma bucólica paisagem que enfeitiça o olhar.
O regresso a Fuste foi efectuado através de um caminho alternativo, com estrada e estradões antigos de terra, que nos ofereceram vastas panorâmicas sobre a Freita, num final de tarde único, pontuado pelo movimento lento das eólicas sobre os ermos e pelo sopro da brisa fresca em jeito de epílogo de mais uma Evasão notável em terras lusas.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
À descoberta da Freita 11/03/2012
No próximo dia 11 de Março de 2012 será efectuado um percurso na Serra da Freita que integrará a Rota do Ouro Negro e o Caminho do Carteiro, num itinerário alternativo com aproximadamente 21 quilómetros.
Marcamos a actividade para as 10:00 da manhã do dia 11 de Março na aldeia de Fuste nas seguintes coordenadas:
40°54'12.21"N (latitude) e 8°12'57.79"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
Marcamos a actividade para as 10:00 da manhã do dia 11 de Março na aldeia de Fuste nas seguintes coordenadas:
40°54'12.21"N (latitude) e 8°12'57.79"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
Laguna de los Carros 21/02/2012
Entre Sotillo e Sanabria existe uma montanha mergulhada em carvalhos, com um lago no cume, e vastas superfícies alagadas nas cotas mais baixas onde repousam vacas, cavalos e tranquilos cães lobeiros que protegem um lugar que respira da simbiose entre a montanha e a pastorícia, num quadro único ao alcance de todos.
No dia 21 de Fevereiro iniciamos um percurso de aproximadamente 11 quilómetros intitulado “Laguna de los Carros” em Ribadelago, subindo pela encosta do maciço montanhoso que ladeia o Lago Sanabria a Sul. Com a companhia de pequenos regatos gelados, e pontuais miragens do espelho de água de Sanabria entre os ramos despidos dos carvalhos, alcançamos a lagoa num extenso planalto vigiado pelos maciços graníticos que se erguem entre as Cascatas de Sotillo e a Laguna de los Carros.
Ficam as fotos para contar a história.
No dia 21 de Fevereiro iniciamos um percurso de aproximadamente 11 quilómetros intitulado “Laguna de los Carros” em Ribadelago, subindo pela encosta do maciço montanhoso que ladeia o Lago Sanabria a Sul. Com a companhia de pequenos regatos gelados, e pontuais miragens do espelho de água de Sanabria entre os ramos despidos dos carvalhos, alcançamos a lagoa num extenso planalto vigiado pelos maciços graníticos que se erguem entre as Cascatas de Sotillo e a Laguna de los Carros.
Ficam as fotos para contar a história.
Cascada de Sotillo 20/02/2012
Os livros dizem que a Rota da “Cascada de Sotillo” é uma das mais bonitas do Parque Natural do Lago Sanabria, e possivelmente uma das mais conhecidas. De facto, os livros estavam certos, e as palavras mais uma vez relevem-se escassas para explicar o porquê desta afirmação.
No dia 20 de Fevereiro, iniciamos um percurso de aproximadamente 14 quilómetros na pequena igreja de Sotillo, a poucos quilómetros de Sanabria, seguindo por uma estrada sinuosa de pedra, ladeada por carvalhos despidos rumo a ocidente. Com a companhia pontual de algum gado calmo, atravessamos o pequeno “Rio Truchas”, alcançando uma área aberta, com uma vasta panorâmica sobre o vale e sobre as cascatas de Sotillo, que ao longe pareciam congeladas, apesar do burburinho distante da água que se fazia sentir.
Depois de uma sessão fotográfica à paisagem envolvente, dirigimo-nos para o alto da serra, passando por um magnífico circo de montanhas, ladeando uma planície repleta de ecos e de vestígios enigmáticos de animais que recordam a feliz presença do lobo ibérico nestas andanças.
Ao final de alguns quilómetros de uma subida tranquila alternada por zonas de carvalhos, pequenas áreas abertas de planalto, penedos esboroados e regatos gelados, chegamos à bifurcação de acesso à lagoa de Sotillo. Ao final de poucos minutos, fomos subitamente confrontados com uma visão inesperada: um vasto espelho de água gelado, brilhando na montanha. Mais uma vez, o cenário assemelhou-se a uma fantasia invernal de um qualquer escritor de contos do norte da Europa.
Após nova sessão fotográfica à lagoa, do alto dos penedos que a preservam, sem saber exactamente o que fotografar devido à elevada taxa de elementos estéticos por metro quadrado, seguimos por um prado aberto até ao maravilhoso bosque que guarda a Cascata de Sotilho. Mais uma bifurcação, e uma extraordinária visita a um dos elementos mais preciosos do percurso.
Gradualmente, um bafo frio foi-se fazendo sentir acompanhado de um murmúrio crescente recordando uma queda de água. Entre os ramos dos carvalhos surgiu o corpo de um gigante branco intenso, contrastante com os castanhos desmaiados da vegetação. A cascata de gelo brindou-nos com uma presença indiscritível: como que por magia, parecia que a alta queda de água tinha sido suspensa num instante único, transformando-se numa monumental estátua de cristal brilhando no coração da floresta.
Abandonamos a cascata, e descemos pela encosta com passo rápido, desviando-nos dos peliculas de gelo trapaceiro, e das folhas secas deslizantes, chegando no meio de uma tarde luminosa ao parque de merendas de Sotillo. Já na aldeia, uma anciã vestida de preto apontou-nos o caminho para a igreja, fechando o circuito de um percurso que valerá a pena repetir.
A tarde transformou-se em noite. Puebla de Sanabria acolheu-nos mais uma vez com as suas muralhas, onde retemperarmos forças naquele que provavelmente é o melhor restaurante de todo o povoado e arredores: a Méson Abelardo. Frio e carnavalesco findou-se o segundo dia desta Evasão por terras sanabresas.
No dia 20 de Fevereiro, iniciamos um percurso de aproximadamente 14 quilómetros na pequena igreja de Sotillo, a poucos quilómetros de Sanabria, seguindo por uma estrada sinuosa de pedra, ladeada por carvalhos despidos rumo a ocidente. Com a companhia pontual de algum gado calmo, atravessamos o pequeno “Rio Truchas”, alcançando uma área aberta, com uma vasta panorâmica sobre o vale e sobre as cascatas de Sotillo, que ao longe pareciam congeladas, apesar do burburinho distante da água que se fazia sentir.
Depois de uma sessão fotográfica à paisagem envolvente, dirigimo-nos para o alto da serra, passando por um magnífico circo de montanhas, ladeando uma planície repleta de ecos e de vestígios enigmáticos de animais que recordam a feliz presença do lobo ibérico nestas andanças.
Ao final de alguns quilómetros de uma subida tranquila alternada por zonas de carvalhos, pequenas áreas abertas de planalto, penedos esboroados e regatos gelados, chegamos à bifurcação de acesso à lagoa de Sotillo. Ao final de poucos minutos, fomos subitamente confrontados com uma visão inesperada: um vasto espelho de água gelado, brilhando na montanha. Mais uma vez, o cenário assemelhou-se a uma fantasia invernal de um qualquer escritor de contos do norte da Europa.
Após nova sessão fotográfica à lagoa, do alto dos penedos que a preservam, sem saber exactamente o que fotografar devido à elevada taxa de elementos estéticos por metro quadrado, seguimos por um prado aberto até ao maravilhoso bosque que guarda a Cascata de Sotilho. Mais uma bifurcação, e uma extraordinária visita a um dos elementos mais preciosos do percurso.
Gradualmente, um bafo frio foi-se fazendo sentir acompanhado de um murmúrio crescente recordando uma queda de água. Entre os ramos dos carvalhos surgiu o corpo de um gigante branco intenso, contrastante com os castanhos desmaiados da vegetação. A cascata de gelo brindou-nos com uma presença indiscritível: como que por magia, parecia que a alta queda de água tinha sido suspensa num instante único, transformando-se numa monumental estátua de cristal brilhando no coração da floresta.
Abandonamos a cascata, e descemos pela encosta com passo rápido, desviando-nos dos peliculas de gelo trapaceiro, e das folhas secas deslizantes, chegando no meio de uma tarde luminosa ao parque de merendas de Sotillo. Já na aldeia, uma anciã vestida de preto apontou-nos o caminho para a igreja, fechando o circuito de um percurso que valerá a pena repetir.
A tarde transformou-se em noite. Puebla de Sanabria acolheu-nos mais uma vez com as suas muralhas, onde retemperarmos forças naquele que provavelmente é o melhor restaurante de todo o povoado e arredores: a Méson Abelardo. Frio e carnavalesco findou-se o segundo dia desta Evasão por terras sanabresas.
Circular ao Lago Sanabria 19/02/2012
Começamos a Evasão prevista para 19 de Fevereiro de 2012 no antigo Mosteiro de Santa Maria, localizado na encosta norte do lago Sanabria, num dia frio de Inverno em terras de Zamora, em Espanha. Atravessando o pequeno povoado de San Martin de Castañeda iniciamos os 13 quilómetros de um percurso circular em volta do maior lago glaciar da Península Ibérica.
Ao final de algumas passadas por um povoado acolhedor, com gente franca de sorriso aberto, abandonamos a estrada para iniciar uma tranquila descida através de um bosque de carvalhos até à praia de areia clara, nas margens de um vasto espelho de água suspenso numa fantasia invernal de um qualquer escritor de contos do norte da Europa.
Nas águas de Sanabria, as encostas magníficas de pedra, numa construção ampla e intensa, reflectiam uma imagem forte de um mundo silencioso polvilhado com cabanas suspensas. Passando a ponte sobre o rio Tera, iniciamos uma trajectória pela margem sul rumo a uma pequena povoação sobranceira ao canhão do Tera.
Atravessamos uma Ribadelago perfumada com aromas a lareiras e a assados, repleta de ruínas e monumentos em memória de uma tragédia antiga que há mais de cinquenta anos vitimou um quinto dos seus habitantes. Deixando os mistérios suspensos, entramos na “Senda dos Monges”, caminho de pedra antigo ladeado por carvalhos, penedos e vacas, que nos conduziu numa intensa subida pela montanha com panoramas aéreos soberbos sobre toda a grandiosidade do lago.
Lá em cima San Martin de Castañeda e o seu sublime Mosteiro aguardavam-nos com mais sorrisos francos, e aromas a assados, que nos convidaram a experimentar a gastronomia sanabresa numa taberna aconchegante a poucos quilômetros do lago, nas muralhas da cidade medieval de Puebla de Sanabria.
Ao final de algumas passadas por um povoado acolhedor, com gente franca de sorriso aberto, abandonamos a estrada para iniciar uma tranquila descida através de um bosque de carvalhos até à praia de areia clara, nas margens de um vasto espelho de água suspenso numa fantasia invernal de um qualquer escritor de contos do norte da Europa.
Nas águas de Sanabria, as encostas magníficas de pedra, numa construção ampla e intensa, reflectiam uma imagem forte de um mundo silencioso polvilhado com cabanas suspensas. Passando a ponte sobre o rio Tera, iniciamos uma trajectória pela margem sul rumo a uma pequena povoação sobranceira ao canhão do Tera.
Atravessamos uma Ribadelago perfumada com aromas a lareiras e a assados, repleta de ruínas e monumentos em memória de uma tragédia antiga que há mais de cinquenta anos vitimou um quinto dos seus habitantes. Deixando os mistérios suspensos, entramos na “Senda dos Monges”, caminho de pedra antigo ladeado por carvalhos, penedos e vacas, que nos conduziu numa intensa subida pela montanha com panoramas aéreos soberbos sobre toda a grandiosidade do lago.
Lá em cima San Martin de Castañeda e o seu sublime Mosteiro aguardavam-nos com mais sorrisos francos, e aromas a assados, que nos convidaram a experimentar a gastronomia sanabresa numa taberna aconchegante a poucos quilômetros do lago, nas muralhas da cidade medieval de Puebla de Sanabria.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
À descoberta de Sanabria 19-21/02/2012
Nos dias 19, 20 e 21 de Fevereiro de 2012 partiremos à descoberta do maior lago glaciar da Península Ibérica, para efectuar três trilhos de acordo com o agendamento a seguir apresentado.

Data: 19 de Fevereiro de 2012
Hora local: 12:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°8'7.55"N / 6°43'13.29"W
Trilho: Circular ao Lago Sanabria
Data: 20 de Fevereiro de 2012
Hora local: 11:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°5'29.51"N / 6°43'18.23"W
Trilho: Cascada de Sotillo
Data: 21 de Fevereiro de 2012
Hora local: 11:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°6'51.52"N / 6°44'20.28"W
Trilho: Laguna de los Carros
Os percursos apresentam um grau de dificuldade relativamente fácil, sendo recomendados para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasãoverde@gmail.com.

Data: 19 de Fevereiro de 2012
Hora local: 12:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°8'7.55"N / 6°43'13.29"W
Trilho: Circular ao Lago Sanabria
Data: 20 de Fevereiro de 2012
Hora local: 11:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°5'29.51"N / 6°43'18.23"W
Trilho: Cascada de Sotillo
Data: 21 de Fevereiro de 2012
Hora local: 11:00
Coordenadas do ponto de partida: 42°6'51.52"N / 6°44'20.28"W
Trilho: Laguna de los Carros
Os percursos apresentam um grau de dificuldade relativamente fácil, sendo recomendados para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasãoverde@gmail.com.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
À descoberta da Lousã | Fotos
Iniciamos o percurso perto do centro da Vila da Lousã, terra onde a cestaria, os trabalhos em xisto, a cerâmica, os bordados, e a bijuteria, convivem com produtos tradicionais como a doçaria, os vinhos, o mel e os licores, num cenário verde de natureza e história que ousamos explorar.
A Rota dos Moinhos, com início na fábrica de Papel do Prado, conduziu-nos pela mata verdejante que ladeia o rio Arouce até ao Castelo da Lousã, localizado num estreito contraforte da serra.
Não se conhece ao certo quando foi edificado aquele que também é designado por Castelo de Arouce, mas a tradição popular conta que na época da ocupação muçulmana, um emir de nome Arunce, que teria sido expulso da “antiga Coimbra” (Conimbriga) pelas forças cristãs, antes de se dirigir ao Norte de África, para pedir reforços, terá construído o Castelo para proteger a sua filha, de nome Peralta e as suas riquezas.
Depois de uma sessão fotográfica ao castelo, seguimos pela Rota das Aldeias do Xisto, percurso que evolui em grande parte nas encostas da Serra da Lousã e faz a ligação do Castelo da Lousã e a Ermida de Nossa Senhora da Piedade com duas das mais emblemáticas aldeias desta serra.
O Talasnal e o Casal Novo são aldeias cravadas na montanha, ligadas entre si por uma história e cultura comuns. Levantadas com pedras “sem reboco nem pinga de tinta”, as casas destas aldeias com janelas que parecem postigos tomam o aspecto de fortalezas, apresentando assinaláveis semelhanças com os povoados das aldeias marroquinas do alto Atlas.
O Talasnal é um dos povoados serranos mais característicos, quer pela sua localização no abraço da serra, quer pela sua arquitectura bem conservada, que espelha a identidade única das Aldeias do Xisto. As casas muito juntas nascem do chão como espigões. A separá-las, vielas estreitas e sinuosas que dão a perfeita ideia de labirinto, vigiadas por gatos e portadas entreabertas.
A escada de uma das antigas casas conduziu-nos até ao “Retalhinho”, loja de artesanato, licores, e doçaria caseira, que permitiu uma pequena sessão de degustação que redobrou o nosso ânimo, antes de seguirmos para a aldeia de Casal Novo, inicio da acentuada descida que nos conduziu de regresso ao Castelo, e posteriormente à Vila da Lousã.
Ao final de mais uma jornada, as palavras escasseiam para descrever a beleza inexplicável dos bosques, dos regatos e das paredes de xisto, que resistem frias ao tempo, salvaguardando lareiras onde as gentes se aquecem, bebericando aguardante de mel enquanto se relembram as lendas de uma terra rica em tradições e mistérios.
A Rota dos Moinhos, com início na fábrica de Papel do Prado, conduziu-nos pela mata verdejante que ladeia o rio Arouce até ao Castelo da Lousã, localizado num estreito contraforte da serra.
Não se conhece ao certo quando foi edificado aquele que também é designado por Castelo de Arouce, mas a tradição popular conta que na época da ocupação muçulmana, um emir de nome Arunce, que teria sido expulso da “antiga Coimbra” (Conimbriga) pelas forças cristãs, antes de se dirigir ao Norte de África, para pedir reforços, terá construído o Castelo para proteger a sua filha, de nome Peralta e as suas riquezas.
Depois de uma sessão fotográfica ao castelo, seguimos pela Rota das Aldeias do Xisto, percurso que evolui em grande parte nas encostas da Serra da Lousã e faz a ligação do Castelo da Lousã e a Ermida de Nossa Senhora da Piedade com duas das mais emblemáticas aldeias desta serra.
O Talasnal e o Casal Novo são aldeias cravadas na montanha, ligadas entre si por uma história e cultura comuns. Levantadas com pedras “sem reboco nem pinga de tinta”, as casas destas aldeias com janelas que parecem postigos tomam o aspecto de fortalezas, apresentando assinaláveis semelhanças com os povoados das aldeias marroquinas do alto Atlas.
O Talasnal é um dos povoados serranos mais característicos, quer pela sua localização no abraço da serra, quer pela sua arquitectura bem conservada, que espelha a identidade única das Aldeias do Xisto. As casas muito juntas nascem do chão como espigões. A separá-las, vielas estreitas e sinuosas que dão a perfeita ideia de labirinto, vigiadas por gatos e portadas entreabertas.
A escada de uma das antigas casas conduziu-nos até ao “Retalhinho”, loja de artesanato, licores, e doçaria caseira, que permitiu uma pequena sessão de degustação que redobrou o nosso ânimo, antes de seguirmos para a aldeia de Casal Novo, inicio da acentuada descida que nos conduziu de regresso ao Castelo, e posteriormente à Vila da Lousã.
Ao final de mais uma jornada, as palavras escasseiam para descrever a beleza inexplicável dos bosques, dos regatos e das paredes de xisto, que resistem frias ao tempo, salvaguardando lareiras onde as gentes se aquecem, bebericando aguardante de mel enquanto se relembram as lendas de uma terra rica em tradições e mistérios.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Trilho do Glaciar e do Alto Vez | Fotos
O pequeno lugar de Porta Cova é a entrada do Trilho do Glaciar e do Alto Vez. Deixamos as viaturas num largo estreito no início da aldeia, na sombra de um maciço montanhoso que escuda o povoado, protegendo as gentes e o gado do frio glaciar que congela a água e as pedras, que o Sol de Inverno não consegue derreter.
Atravessamos a aldeia por caminhos lajeados, escutando o som da água e os badalos do gado, com a parede montanhosa de um lado, e os prados verdes de Sistelo do outro. Nas gentes que encontramos habitavam sorrisos francos, e rasgos de um passado rural que se perpetua no murmúrio do vento sobre os espigueiros, e nos fardos de palha velha que pontuam os socalcos.
Subimos a montanha por um antigo caminho ladeado por árvores mergulhadas num profundo sono invernal, que imprimem à paisagem um certo dourado etéreo, difícil de explicar, fruto da paleta de cores de um dia azul e frio, quente em tonalidades. O verde forte dos musgos contrastando com o cinzento intenso da pedra, os castanhos torrados dos ramos despidos, contrastando com montes graníticos esboroados, cortados por pequenos cursos de água parcialmente gelados, acompanharam-nos até às brandas superiores do Alto Vez.
Das altas cotas do antigo glaciar, surgiu um panorama impressionante de pedra, projectando um colossal anfiteatro natural, que conduz dos montes mais elevados até às minas mais secretas, nas entranhas da Serra, o liquido precioso do rio Vez, que por vezes se avista ao longe em pontos mais borbulhentos, rodeado por choupos, recordando que o Gerês é feito de água cristalina, que corre na seiva das plantas, e na corrente sanguínea dos mamíferos que se escondem nas sombras dos carvalhais e nos matos que ladeiam os trilhos.
Na chegada à parte mais oriental do percurso, as eólicas ganharam protagonismo no recorte da montanha. Depois de umas escorregadelas nos perfis gelados da água de pequenos ribeiros que inundavam o caminho, encontramos a Branda do Furado, pequeno abrigo temporário de Verão, cuja origem está relacionada com a transumância, prática típica do Gerês, caracterizada pela deslocação das populações das suas habitações de Inverno para as zonas mais altas da Serra, onde abundam pastos férteis para alimentar o gado. Aqui apenas encontramos fornos comunitários apagados, e carros de bois cuidadosamente acondicionados em telheiros iluminados pelo sol da tarde.
Subimos até ao alto do monte que vigia a Branda, e seguimos para ocidente, com a Peneda a uns dois quilómetros de distância em linha recta, oculta pela crista de pequenos montes agigantados pela perspectiva do vale glaciar à direita.
Numa descida moderada até Porta Cova, encontramos mais brandas - a Branda da Lapinheira e a Branda de Castribó -, uma das quais habitada por um simpático grupo de vacas borrosãs, que nos saudaram com o seu agradável sorriso bovino, repleto de serenidade e suave contemplação.
Os prados sucederam-se, os caminhos estreitaram, e, rodeados por carvalhos retorcidos pela idade, nas ruinas de uma aldeia adormecida no profundo sono dos musgos, os últimos raios de sol chegaram à terra depois de uma viagem de 150 milhões quilómetros, para colorir as derradeiras pulsações do desenlace de um percurso grandioso, repleto de essência, onde neste preciso instante decorre a mais profunda e perene transformação, donde brotará a próxima estação.
Atravessamos a aldeia por caminhos lajeados, escutando o som da água e os badalos do gado, com a parede montanhosa de um lado, e os prados verdes de Sistelo do outro. Nas gentes que encontramos habitavam sorrisos francos, e rasgos de um passado rural que se perpetua no murmúrio do vento sobre os espigueiros, e nos fardos de palha velha que pontuam os socalcos.
Subimos a montanha por um antigo caminho ladeado por árvores mergulhadas num profundo sono invernal, que imprimem à paisagem um certo dourado etéreo, difícil de explicar, fruto da paleta de cores de um dia azul e frio, quente em tonalidades. O verde forte dos musgos contrastando com o cinzento intenso da pedra, os castanhos torrados dos ramos despidos, contrastando com montes graníticos esboroados, cortados por pequenos cursos de água parcialmente gelados, acompanharam-nos até às brandas superiores do Alto Vez.
Das altas cotas do antigo glaciar, surgiu um panorama impressionante de pedra, projectando um colossal anfiteatro natural, que conduz dos montes mais elevados até às minas mais secretas, nas entranhas da Serra, o liquido precioso do rio Vez, que por vezes se avista ao longe em pontos mais borbulhentos, rodeado por choupos, recordando que o Gerês é feito de água cristalina, que corre na seiva das plantas, e na corrente sanguínea dos mamíferos que se escondem nas sombras dos carvalhais e nos matos que ladeiam os trilhos.
Na chegada à parte mais oriental do percurso, as eólicas ganharam protagonismo no recorte da montanha. Depois de umas escorregadelas nos perfis gelados da água de pequenos ribeiros que inundavam o caminho, encontramos a Branda do Furado, pequeno abrigo temporário de Verão, cuja origem está relacionada com a transumância, prática típica do Gerês, caracterizada pela deslocação das populações das suas habitações de Inverno para as zonas mais altas da Serra, onde abundam pastos férteis para alimentar o gado. Aqui apenas encontramos fornos comunitários apagados, e carros de bois cuidadosamente acondicionados em telheiros iluminados pelo sol da tarde.
Subimos até ao alto do monte que vigia a Branda, e seguimos para ocidente, com a Peneda a uns dois quilómetros de distância em linha recta, oculta pela crista de pequenos montes agigantados pela perspectiva do vale glaciar à direita.
Numa descida moderada até Porta Cova, encontramos mais brandas - a Branda da Lapinheira e a Branda de Castribó -, uma das quais habitada por um simpático grupo de vacas borrosãs, que nos saudaram com o seu agradável sorriso bovino, repleto de serenidade e suave contemplação.
Os prados sucederam-se, os caminhos estreitaram, e, rodeados por carvalhos retorcidos pela idade, nas ruinas de uma aldeia adormecida no profundo sono dos musgos, os últimos raios de sol chegaram à terra depois de uma viagem de 150 milhões quilómetros, para colorir as derradeiras pulsações do desenlace de um percurso grandioso, repleto de essência, onde neste preciso instante decorre a mais profunda e perene transformação, donde brotará a próxima estação.
domingo, 22 de janeiro de 2012
À descoberta da Lousã 05/02/2012
No próximo dia 5 de Fevereiro de 2012 partiremos à descoberta da Lousã, para efectuarmos o PR1 “Na Rota dos Moinhos da Serra da Lousã” e o PR2 “Rota das Aldeias Serranas”, num percurso integrado que revelará uma pequena amostra do que esta região tem para oferecer.
O PR1, com inicio junto à fábrica de papel, conduzira-nos pelas margens do Rio Arouce em direcção à Senhora da Ermida. Neste local tomaremos a direcção do PR2 que nos guiará às “Aldeias do Xisto”, aldeias típicas da região, cujas construções como o nome indica são inteiramente realizadas em xisto.
Este percurso evoluirá em grande parte nas encostas da Serra da Lousã e fará a ligação entre o Castelo da Lousã e a Ermida da Nossa Senhora da Piedade com duas das mais emblemáticas Aldeias do Xisto desta serra: o Talasnal e o Casal Novo.
Será igualmente uma viagem no tempo, pois ao fazê-lo repetiremos os passos que os antigos habitantes destas aldeias serranas davam nos únicos acessos que tinham para descer à vila da Lousã. O percurso é enquadrado quase sempre por vegetação e é relativamente protegido em todas as estações do ano.
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 5 de Fevereiro na vila da Lousã nas seguintes coordenadas:
40°6'16.30"N (latitude) e 8°14'43.46"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade baixo, sendo recomendado para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar mandem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
O PR1, com inicio junto à fábrica de papel, conduzira-nos pelas margens do Rio Arouce em direcção à Senhora da Ermida. Neste local tomaremos a direcção do PR2 que nos guiará às “Aldeias do Xisto”, aldeias típicas da região, cujas construções como o nome indica são inteiramente realizadas em xisto.
Este percurso evoluirá em grande parte nas encostas da Serra da Lousã e fará a ligação entre o Castelo da Lousã e a Ermida da Nossa Senhora da Piedade com duas das mais emblemáticas Aldeias do Xisto desta serra: o Talasnal e o Casal Novo.
Será igualmente uma viagem no tempo, pois ao fazê-lo repetiremos os passos que os antigos habitantes destas aldeias serranas davam nos únicos acessos que tinham para descer à vila da Lousã. O percurso é enquadrado quase sempre por vegetação e é relativamente protegido em todas as estações do ano.
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 5 de Fevereiro na vila da Lousã nas seguintes coordenadas:
40°6'16.30"N (latitude) e 8°14'43.46"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade baixo, sendo recomendado para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar mandem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
Trilho do Glaciar e do Alto Vez 29/01/2012
No próximo dia 29 de Janeiro de 2012 será efectuado o Trilho do Glaciar e do Alto Vez, localizado na vertente norte da Serra da Peneda, no extremo noroeste do concelho de Arcos de Valdevez.
Há mais de 20000 anos atrás, durante a última glaciação, o vale do rio Vez, que tinha uma característica forma de V (produzida pela erosão da água), alargou e aprofundou-se devido ao enorme poder de erosão dos antigos glaciares, dando origem a um singular “vale glaciar” em forma de U.
Associado a uma forte componente paisagística, este trilho possibilitará uma observação sobre diverso património geológico que ocorre neste território, com especial destaque para o Vale Glaciar. Também permitirá uma passagem por um vasto complexo agro-silvo-pastoril constituído por núcleos habitacionais, brandas, socalcos, calçadas, regadio, entre outros elementos preciosos que enriquecem patrimonialmente estas comunidades de montanha.
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 29 de Janeiro na aldeia de Porta Cova nas seguintes coordenadas:
41°58'54.69"N (latitude) e 8°20'47.93"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendado para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar mandem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
Para obteres mais informação sobre o percurso clica aqui.
Há mais de 20000 anos atrás, durante a última glaciação, o vale do rio Vez, que tinha uma característica forma de V (produzida pela erosão da água), alargou e aprofundou-se devido ao enorme poder de erosão dos antigos glaciares, dando origem a um singular “vale glaciar” em forma de U.
Associado a uma forte componente paisagística, este trilho possibilitará uma observação sobre diverso património geológico que ocorre neste território, com especial destaque para o Vale Glaciar. Também permitirá uma passagem por um vasto complexo agro-silvo-pastoril constituído por núcleos habitacionais, brandas, socalcos, calçadas, regadio, entre outros elementos preciosos que enriquecem patrimonialmente estas comunidades de montanha.
Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 29 de Janeiro na aldeia de Porta Cova nas seguintes coordenadas:
41°58'54.69"N (latitude) e 8°20'47.93"W (longitude).
O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendado para iniciantes ao “trekking”. No entanto, não se esqueçam de levar comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.
Caso estejam interessados em participar mandem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.
Para obteres mais informação sobre o percurso clica aqui.
domingo, 15 de janeiro de 2012
À descoberta do Porto | Fotos
O Porto é mais do que aquilo que os roteiros turísticos apresentam: a cidade ostenta uma identidade própria, repleta de história que se perpetua no casario antigo e no olhar das gentes que estendem lençóis perfumados nas varandas sobre o Douro.
O caracter único da Invicta perdura na arquitectura, nos monumentos, nos espaços de lazer e até nas ruas. A proposta de hoje foi descobrir o Porto, numa visita que procurou analisar algumas componentes históricas, ecológicas e sociais da cidade, contemplando “o Porto do romantismo”, a fábrica de Massarelos e as recordações de uma antiga burguesia que subsistem ao tempo.
Partindo dos jardins do Palácio de Cristal, seguimos pelos caminhos do romântico, perfumados pelas fragâncias invernais de plátanos cansados que fitam a cidade há séculos. Na frescura matinal de um Domingo cinzento o Pedro Jorge Pereira, do projecto “Porto de Encontros”, revelou-nos fragmentos de um passado escondido, ao alcance de um olhar mais atento.
Um passado rico em memórias, escritas nas hortas e nas árvores de fruto enraizadas entre muros, que corre o risco de perder-se, devido à falta de um investimento real que assegure a manutenção de um urbanismo sustentável no centro histórico da cidade, aproveitando o casario antigo e os espaços verdes que pintam a Invicta com as cores do Inverno.
Os caminhos antigos, ladeados por uma flora selvagem que embeleza os muros de pedra que delimitam o percurso, conduziram-nos a hortas fecundas que resistem na periferia de fontes secas. No horizonte, avistamos o vale do Douro, composto pela simbiose entre o rio e Vila Nova de Gaia, “chão sagrado” onde repousa com tranquilidade o néctar precioso que projecta a nossa cidade além-fronteiras: o vinho do Porto.
As portadas de antigas casas, na maioria desabitadas, retractaram de uma forma persistente um cenário de abandono, cuja ausência de manutenção e limpeza, começa a esconder o seu traço original.
Enquanto o sol viajou escondido na cúpula celeste, fornecendo às nuvens contrastes intensos nos cinzentos, as horas passaram entre o casario colorido que foi despertando para o almoço. Fragâncias a estrugidos, misturadas com a presença contínua de gotículas invisíveis que transportavam no ar a essência do rio, acompanharam-nos até perto da Cordoaria.
Encerramos o percurso com uma vista soberba sobre o velho casario que ladeia o Douro junto à Alfandega, com a Ponte da Arrábida como pano de fundo, ponderando sobre a urgência de preservar este Porto tão nosso, que empresta a Portugal um Norte forte, repleto de sentido e sentimento.
O caracter único da Invicta perdura na arquitectura, nos monumentos, nos espaços de lazer e até nas ruas. A proposta de hoje foi descobrir o Porto, numa visita que procurou analisar algumas componentes históricas, ecológicas e sociais da cidade, contemplando “o Porto do romantismo”, a fábrica de Massarelos e as recordações de uma antiga burguesia que subsistem ao tempo.
Partindo dos jardins do Palácio de Cristal, seguimos pelos caminhos do romântico, perfumados pelas fragâncias invernais de plátanos cansados que fitam a cidade há séculos. Na frescura matinal de um Domingo cinzento o Pedro Jorge Pereira, do projecto “Porto de Encontros”, revelou-nos fragmentos de um passado escondido, ao alcance de um olhar mais atento.
Um passado rico em memórias, escritas nas hortas e nas árvores de fruto enraizadas entre muros, que corre o risco de perder-se, devido à falta de um investimento real que assegure a manutenção de um urbanismo sustentável no centro histórico da cidade, aproveitando o casario antigo e os espaços verdes que pintam a Invicta com as cores do Inverno.
Os caminhos antigos, ladeados por uma flora selvagem que embeleza os muros de pedra que delimitam o percurso, conduziram-nos a hortas fecundas que resistem na periferia de fontes secas. No horizonte, avistamos o vale do Douro, composto pela simbiose entre o rio e Vila Nova de Gaia, “chão sagrado” onde repousa com tranquilidade o néctar precioso que projecta a nossa cidade além-fronteiras: o vinho do Porto.
As portadas de antigas casas, na maioria desabitadas, retractaram de uma forma persistente um cenário de abandono, cuja ausência de manutenção e limpeza, começa a esconder o seu traço original.
Enquanto o sol viajou escondido na cúpula celeste, fornecendo às nuvens contrastes intensos nos cinzentos, as horas passaram entre o casario colorido que foi despertando para o almoço. Fragâncias a estrugidos, misturadas com a presença contínua de gotículas invisíveis que transportavam no ar a essência do rio, acompanharam-nos até perto da Cordoaria.
Encerramos o percurso com uma vista soberba sobre o velho casario que ladeia o Douro junto à Alfandega, com a Ponte da Arrábida como pano de fundo, ponderando sobre a urgência de preservar este Porto tão nosso, que empresta a Portugal um Norte forte, repleto de sentido e sentimento.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
À descoberta do Porto 15/01/2012
VISITA ECO-SOCIAL GUIADA
A próxima Evasão Verde será dinamizada pelo projecto “Porto de Encontros”, que revelará aspectos únicos da cidade do Porto, numa visita eco-social pelas antigas ruas da Invicta, apresentada seguidamente nas palavras de Pedro Jorge Pereira.

Visitas eco-sociais
Uma cidade (ou mesmo uma região) é muito mais do que um conjunto “estilizado” de imagens ou “postais turísticos”. É toda uma história, toda uma essência, todo um respirar que se pressente em cada recanto, em cada rosto, em cada esquina.
Muito mais do que uma mera visão convencional e convencionada, quantas e quantas vezes estereotipada, do que é o Porto … “Porto de Encontros” pretende dar a conhecer e vivenciar, e sentir e cheirar, a cidade em várias das suas múltiplas dimensões: cultural, social e ecológica.
O principal objectivo das visitas eco-sociais é o de dar a conhecer o Porto, ou “os vários Portos” que o Porto é, em toda a sua profundidade, realidade e essência. Sem o filtro do “turismo convencional” ou das “imagens de fachada”.
O Porto para além das fachadas, para além dos postais, para além dos “lugares comuns” … é o Porto de todos os segredos, mistérios e encontros.
Funcionamento da visita
As Visitas eco-sociais funcionam de forma informal, familiar e não são uma visita turística no sentido convencional do termo. São visitas com um grau de proximidade muito elevado e em que muito mais do que um guia e um turista o que existe é uma interacção e partilha. Uma partilha de experiências, conhecimentos e visões sobre a cidade do Porto e todas as suas complexidades. Várias questões e assuntos ligadas à história e à actualidade da cidade serão abordados de um ponto de vista eco-social.
Circuito Judaico-Medieval
Poucos são aqueles que conseguem ainda imaginar os judeus a percorrer as sinuosas e pulsantes ruas e ruelas onde actualmente já só restam fugazes memórias desses tempos. Poucos são aqueles que conhecem esse Porto esquecido mas a relembrar no silêncio dos edifícios que têm mil histórias por contar e desvendar.
Raramente os circuitos que percorremos diariamente na azáfama do dia-a-dia contemplam estes “outros locais” onde a essência e alma da Invicta repousa.
Até que ponto conhecemos o Centro Histórico da cidade do Porto? Até que Porto a própria comunidade tripeira o conhece, vive e valoriza?
Neste circuito vamos pois à procura de algumas respostas mas, sobretudo, à procura das perguntas que as esquinas, os detalhes das ruelas, os vestígios históricos, a curiosidade dos habitantes que ousam ainda resistir aos esvaziamento humano do centro histórico, nos possam colocar.
Planeamento da actividade
Data da visita: 15 de Janeiro de 2012, Domingo
Horário: 10:30
Data limite de inscrição: 12 de Janeiro de 2012, Quinta-Feira
Ponto de Encontro: Em frente ao portão principal do Palácio de Cristal
Grau de dificuldade: Acessível
Duração do percurso: entre 2h30 a 3h00
Logística: Levar roupa confortável e adaptada às circunstâncias climatéricas do próprio dia. Eventualmente levar “farnel” para um pic-nic de convívio no final
Inscrição: Gratuita mas necessária para poder-se planear a visita em função do número certo de participantes
Organização: Porto de Encontros
Apoio: Evasão Verde
Inscrições e informações: Pedro Jorge Pereira (Porto de Encontros) | (+351) 93 4476236 | ecotopia2012@gmail.com | http://portodeencontros.blogspot.com/
A próxima Evasão Verde será dinamizada pelo projecto “Porto de Encontros”, que revelará aspectos únicos da cidade do Porto, numa visita eco-social pelas antigas ruas da Invicta, apresentada seguidamente nas palavras de Pedro Jorge Pereira.

Visitas eco-sociais
Uma cidade (ou mesmo uma região) é muito mais do que um conjunto “estilizado” de imagens ou “postais turísticos”. É toda uma história, toda uma essência, todo um respirar que se pressente em cada recanto, em cada rosto, em cada esquina.
Muito mais do que uma mera visão convencional e convencionada, quantas e quantas vezes estereotipada, do que é o Porto … “Porto de Encontros” pretende dar a conhecer e vivenciar, e sentir e cheirar, a cidade em várias das suas múltiplas dimensões: cultural, social e ecológica.
O principal objectivo das visitas eco-sociais é o de dar a conhecer o Porto, ou “os vários Portos” que o Porto é, em toda a sua profundidade, realidade e essência. Sem o filtro do “turismo convencional” ou das “imagens de fachada”.
O Porto para além das fachadas, para além dos postais, para além dos “lugares comuns” … é o Porto de todos os segredos, mistérios e encontros.
Funcionamento da visita
As Visitas eco-sociais funcionam de forma informal, familiar e não são uma visita turística no sentido convencional do termo. São visitas com um grau de proximidade muito elevado e em que muito mais do que um guia e um turista o que existe é uma interacção e partilha. Uma partilha de experiências, conhecimentos e visões sobre a cidade do Porto e todas as suas complexidades. Várias questões e assuntos ligadas à história e à actualidade da cidade serão abordados de um ponto de vista eco-social.
Circuito Judaico-Medieval
Poucos são aqueles que conseguem ainda imaginar os judeus a percorrer as sinuosas e pulsantes ruas e ruelas onde actualmente já só restam fugazes memórias desses tempos. Poucos são aqueles que conhecem esse Porto esquecido mas a relembrar no silêncio dos edifícios que têm mil histórias por contar e desvendar.
Raramente os circuitos que percorremos diariamente na azáfama do dia-a-dia contemplam estes “outros locais” onde a essência e alma da Invicta repousa.
Até que ponto conhecemos o Centro Histórico da cidade do Porto? Até que Porto a própria comunidade tripeira o conhece, vive e valoriza?
Neste circuito vamos pois à procura de algumas respostas mas, sobretudo, à procura das perguntas que as esquinas, os detalhes das ruelas, os vestígios históricos, a curiosidade dos habitantes que ousam ainda resistir aos esvaziamento humano do centro histórico, nos possam colocar.
Planeamento da actividade
Data da visita: 15 de Janeiro de 2012, Domingo
Horário: 10:30
Data limite de inscrição: 12 de Janeiro de 2012, Quinta-Feira
Ponto de Encontro: Em frente ao portão principal do Palácio de Cristal
Grau de dificuldade: Acessível
Duração do percurso: entre 2h30 a 3h00
Logística: Levar roupa confortável e adaptada às circunstâncias climatéricas do próprio dia. Eventualmente levar “farnel” para um pic-nic de convívio no final
Inscrição: Gratuita mas necessária para poder-se planear a visita em função do número certo de participantes
Organização: Porto de Encontros
Apoio: Evasão Verde
Inscrições e informações: Pedro Jorge Pereira (Porto de Encontros) | (+351) 93 4476236 | ecotopia2012@gmail.com | http://portodeencontros.blogspot.com/
Trilho "Pertinho do Céu" 01/01/2012
O ano começou com um percurso pedestre na Serra da Peneda, no Concelho de Arcos de Valdevez, denominado “Pertinho do Céu”. A cerca de 700 metros do cruzamento para o lugar da Igreja da Gavieira, mesmo junto da estrada que une Rouças a São Bento do Cando, abre-se à esquerda um velho caminho de lajes sinalizado por uma placa que indica o início do percurso.
“Pondo os pés ao caminho”, calcorreamos as largas lajes marcadas pelos rodados dos carros de bois, seguindo por um carvalhal magnífico até à Branda de Busgalinhas. À medida que subimos deparamo-nos com exemplares de gado bovino da raça autóctone Barrosã, que durante o dia apascentam para ao final da tarde, regressarem às suas cortes.
Pouco antes de chegarmos à Branda, pudemos observar campos de cultivo, rodeados por muros de pedra solta, e, no meio do caos granítico, por entre a penedia, a Branda de Busgalinhas. Trata-se de um pequeno povoado que se encontra apenas ocupado durante o Verão para apoio à actividade pastoril.
Posteriormente, seguimos por um estradão em terra batida em direcção à Branda de São Bento de Cando, povoado bastante conhecido pelas romarias de adoração à imagem de São Bento.
A partir daqui descemos em direcção ao Rio Grande por um trilho de pastores. Depois de passarmos por uma construção rustica que serve para arrecadar as alfaias agrícolas e o gado, atravessamos um ribeiro por um trilho que se abre na densa vegetação, sendo a única passagem possível para seguirmos caminho em direcção à Gavieira.
Continuamos caminho, seguindo o Rio Grande que vai moldando a paisagem, criando belas cascatas e poças convidativas para os mergulhos do próximo Verão, um pouco distante, num dia onde a chuva se fez sentir de uma forma moderada, mas presente.
“Pondo os pés ao caminho”, calcorreamos as largas lajes marcadas pelos rodados dos carros de bois, seguindo por um carvalhal magnífico até à Branda de Busgalinhas. À medida que subimos deparamo-nos com exemplares de gado bovino da raça autóctone Barrosã, que durante o dia apascentam para ao final da tarde, regressarem às suas cortes.
Pouco antes de chegarmos à Branda, pudemos observar campos de cultivo, rodeados por muros de pedra solta, e, no meio do caos granítico, por entre a penedia, a Branda de Busgalinhas. Trata-se de um pequeno povoado que se encontra apenas ocupado durante o Verão para apoio à actividade pastoril.
Posteriormente, seguimos por um estradão em terra batida em direcção à Branda de São Bento de Cando, povoado bastante conhecido pelas romarias de adoração à imagem de São Bento.
A partir daqui descemos em direcção ao Rio Grande por um trilho de pastores. Depois de passarmos por uma construção rustica que serve para arrecadar as alfaias agrícolas e o gado, atravessamos um ribeiro por um trilho que se abre na densa vegetação, sendo a única passagem possível para seguirmos caminho em direcção à Gavieira.
Continuamos caminho, seguindo o Rio Grande que vai moldando a paisagem, criando belas cascatas e poças convidativas para os mergulhos do próximo Verão, um pouco distante, num dia onde a chuva se fez sentir de uma forma moderada, mas presente.
Trilho de Germil 31/12/2011
No dia 31 de Dezembro à tarde seguimos para Germil, aldeia de montanha localizada nas imediações da Serra Amarela, no concelho de Ponte da Barca.
Iniciamos o nosso percurso pelo interior do núcleo rural, dirigindo-nos posteriormente por um caminho empedrado, muito bem conservado, que gradualmente foi subindo, apresentando-nos uma paisagem deslumbrante da Serra da Peneda e da Serra Amarela.
Depois de cruzarmos um riacho pelas poldras, seguimos pelo empedrado para posteriormente viramos à esquerda e tomarmos um trilho pastoril aberto pela passagem dos rebanhos, desembocando num caminho florestal, que nos conduziu até perto do rio Germil.
A partir daqui, foi possível contemplar a magnifica vegetação ripícola, rodeados por belíssimos exemplares de carvalhos que sombreiam as ruinas de moinhos antigos, coloridos com o verde dos musgos.
Pouco a pouco, começamos a avistar as primeiras casas de Germil, entre as brumas de uma tarde chuvosa que imprimiu à paisagem uma certa mística própria que valeu a pena descobrir.
Iniciamos o nosso percurso pelo interior do núcleo rural, dirigindo-nos posteriormente por um caminho empedrado, muito bem conservado, que gradualmente foi subindo, apresentando-nos uma paisagem deslumbrante da Serra da Peneda e da Serra Amarela.
Depois de cruzarmos um riacho pelas poldras, seguimos pelo empedrado para posteriormente viramos à esquerda e tomarmos um trilho pastoril aberto pela passagem dos rebanhos, desembocando num caminho florestal, que nos conduziu até perto do rio Germil.
A partir daqui, foi possível contemplar a magnifica vegetação ripícola, rodeados por belíssimos exemplares de carvalhos que sombreiam as ruinas de moinhos antigos, coloridos com o verde dos musgos.
Pouco a pouco, começamos a avistar as primeiras casas de Germil, entre as brumas de uma tarde chuvosa que imprimiu à paisagem uma certa mística própria que valeu a pena descobrir.
Trilho do Penedo do Encanto 31/12/2011
No dia 31 de Dezembro iniciamos o primeiro de três percursos pedestres no Gerês que assinalaram o final de 2011 e o início de um 2012 repleto de Evasões Verdes. Durante a manhã efectuamos o Trilho do Penedo do Encanto, com ponto de partida na última entrada para o aldeamento de Parada, lugar da freguesia barquense de Lindoso, junto à estrada nacional que liga Ponte da Barca à fronteira.
Este pequeno percurso, de âmbito histórico-cultural, desenrola-se na totalidade no aldeamento de Parada. Aqui, foi possível observar, percorrendo os seus caminhos medievais, as típicas casas que ainda mantêm a rústica traça alto-minhota e um conservado núcleo de espigueiros centenários de grande valor patrimonial.
Seguindo as marcações que se destacam na paisagem, rica em espécies folhosas como o carvalho, o sobreiro e o azevinho, dirigimo-nos para a periferia de Parada, entrando na floresta rodeados por muros de pedra solta. Aqui, encontramos um conjunto de gravuras rupestres da Idade do Bronze, trabalhadas em oito rochas, das quais se destaca a mais importante apelidada de “Penedo do Encanto”.
Depois de visitarmos este belíssimo monumento que testemunha a remota presença do homem nestas terras do vale do Lima, seguimos caminho, atravessando um pequeno troço de serra, novamente até ao bucólico povoado de Parada.
Este percurso caracterizou-se por um relevo com declives pouco acentuados, e pela abundância de ribeiros e regatos, entre pedras antigas que revelam segredos escondidos da história da humanidade, perdidos entre as sombras de frondosos bosques dourados pelo Inverno.
Este pequeno percurso, de âmbito histórico-cultural, desenrola-se na totalidade no aldeamento de Parada. Aqui, foi possível observar, percorrendo os seus caminhos medievais, as típicas casas que ainda mantêm a rústica traça alto-minhota e um conservado núcleo de espigueiros centenários de grande valor patrimonial.
Seguindo as marcações que se destacam na paisagem, rica em espécies folhosas como o carvalho, o sobreiro e o azevinho, dirigimo-nos para a periferia de Parada, entrando na floresta rodeados por muros de pedra solta. Aqui, encontramos um conjunto de gravuras rupestres da Idade do Bronze, trabalhadas em oito rochas, das quais se destaca a mais importante apelidada de “Penedo do Encanto”.
Depois de visitarmos este belíssimo monumento que testemunha a remota presença do homem nestas terras do vale do Lima, seguimos caminho, atravessando um pequeno troço de serra, novamente até ao bucólico povoado de Parada.
Este percurso caracterizou-se por um relevo com declives pouco acentuados, e pela abundância de ribeiros e regatos, entre pedras antigas que revelam segredos escondidos da história da humanidade, perdidos entre as sombras de frondosos bosques dourados pelo Inverno.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Rota das Laranjeiras | Fotos
Após efectuarmos o Trilho Medieval de Vouzela, dirigimo-nos até Sever do Vouga, para efectuarmos os 9,5 km de extensão da Rota das Laranjeiras.
Iniciamos o percurso na estrada nacional, perto da Igreja Matriz de São Martinho em Pessegueiro do Vouga, dirigindo-nos para o Calvário pela rua do Alto da Forca e depois por uma vereda. Do Calvário obtivemos uma bela panorâmica sobre os lugares que constituem o núcleo principal de Pessegueiro do Vouga e sobre as terras de Paradela.
Descemos até à estrada nacional pela rua do Calvário, seguindo de imediato, à direita, uma rua que nos conduziu por antigos caminhos entre quintais que descendo atingem o largo de Santo António pela ruela do Ribeiro do Sóligo.
Pela rua da Bandeira rapidamente chegamos à capela de Santa Quitéria, seguindo por um caminho que se desenvolveu pelo lado esquerdo da escadaria rumo à floresta, conduzindo-nos até à antiga via-férrea do Vouga.
A partir daqui o percurso desenvolveu-se pela antiga linha, agora em forma de asfalto, reservada a trânsito pedestre, equestre e ciclista, até se chegar à ponte do Poço São Tiago, antiga passagem ferroviária com arcos, do princípio do século XX, construída em alvenaria.
Atravessada a ponte, seguimos até à estação de Paradela e à antiga Fábrica de Massas Alimentícias "Vouga", que agora atravessam obras de requalificação urbanística. Posteriormente, descemos pela estrada nacional EN 328, passando pelo acesso à Quinta do Barco (praia fluvial e parque de diversões), atravessando outra vez o Vouga, seguindo pela estrada nacional 16 ao longo do rio.
Do lado direito da rua seguimos por uma estreita ruela em escadaria (a calçada da Barquinha), que segue depois por um estreito caminho entre quintais salpicados de laranjeiras. Depois de chegarmos ao lugar da Barquinha, em escadaria sobre o Vouga, continuamos a subida através de um caminho antigo que atravessa diversos campos até Porto Carro, dirigindo-nos posteriormente até Igreja Matriz de Pessegueiro do Vouga.
A umas centenas de metros mais adiante, na estrada nacional, as nossas viaturas aguardavam-nos debaixo de uma laranjeira deliciosamente perfumada, anunciando o final de um dia rico em coloridas paisagens rurais que merecem ser percorridas.
Iniciamos o percurso na estrada nacional, perto da Igreja Matriz de São Martinho em Pessegueiro do Vouga, dirigindo-nos para o Calvário pela rua do Alto da Forca e depois por uma vereda. Do Calvário obtivemos uma bela panorâmica sobre os lugares que constituem o núcleo principal de Pessegueiro do Vouga e sobre as terras de Paradela.
Descemos até à estrada nacional pela rua do Calvário, seguindo de imediato, à direita, uma rua que nos conduziu por antigos caminhos entre quintais que descendo atingem o largo de Santo António pela ruela do Ribeiro do Sóligo.
Pela rua da Bandeira rapidamente chegamos à capela de Santa Quitéria, seguindo por um caminho que se desenvolveu pelo lado esquerdo da escadaria rumo à floresta, conduzindo-nos até à antiga via-férrea do Vouga.
A partir daqui o percurso desenvolveu-se pela antiga linha, agora em forma de asfalto, reservada a trânsito pedestre, equestre e ciclista, até se chegar à ponte do Poço São Tiago, antiga passagem ferroviária com arcos, do princípio do século XX, construída em alvenaria.
Atravessada a ponte, seguimos até à estação de Paradela e à antiga Fábrica de Massas Alimentícias "Vouga", que agora atravessam obras de requalificação urbanística. Posteriormente, descemos pela estrada nacional EN 328, passando pelo acesso à Quinta do Barco (praia fluvial e parque de diversões), atravessando outra vez o Vouga, seguindo pela estrada nacional 16 ao longo do rio.
Do lado direito da rua seguimos por uma estreita ruela em escadaria (a calçada da Barquinha), que segue depois por um estreito caminho entre quintais salpicados de laranjeiras. Depois de chegarmos ao lugar da Barquinha, em escadaria sobre o Vouga, continuamos a subida através de um caminho antigo que atravessa diversos campos até Porto Carro, dirigindo-nos posteriormente até Igreja Matriz de Pessegueiro do Vouga.
A umas centenas de metros mais adiante, na estrada nacional, as nossas viaturas aguardavam-nos debaixo de uma laranjeira deliciosamente perfumada, anunciando o final de um dia rico em coloridas paisagens rurais que merecem ser percorridas.
Trilho Medieval | Fotos
Começamos o dia com um pequeno percurso circular de aproximadamente 8 km, com início no Largo do Cruzeiro, bem no centro de Cambra. Aqui, o cenário envolvente atesta um passado rico em história, patente no imponente brasão do solar de Cambra, uma casa oitocentista com capela.
Seguimos em direcção à Igreja Paroquial de Cambra, edifício barroco do século XVIII, ornado por duas torres sineiras, apresentando uma interessante fachada revestida de azulejos azuis. O trajecto seguiu pelo “caminho do Calvário”, em direcção a Cambra de Baixo.
Neste troço, embelezado por um aqueduto em pedra, a ruralidade está patente na paisagem. Chegados a Cambra de Baixo, encantadora pelo cinzento granítico das suas casas, tomamos rumo em direcção ao ex-líbris desta freguesia: a Torre Medieval de Cambra. Esta ligação é feita por uma quelha murada, muito estreita, que conecta a dita povoação e a Torre, atravessando o rio Alfusqueiro por uma poldra.
Após uma pequena paragem para fotografar a Torre, prosseguimos a marcha para a Cova do Lobisomem. Percorremos então alguns metros, num acesso junto à A25, até entrarmos num caminho antigo que nos conduziu à antiga fábrica do queijo, junto à povoação de Tourelhe. Aqui, as casas em pedra e os espigueiros voltam a fazer parte da paisagem.
O trajecto seguiu por uma calçada que nos encaminhou para o rio Alfusqueiro, atravessado uma bela ponte em pedra, em direcção a Confulcos. Daqui, partimos por uma vereda murada muito estreita que nos conduziu até às margens de um pequeno afluente do rio Alfusqueiro. De singela beleza, este recanto é propício a uma paragem.
Prosseguimos o trilho e em breve atingimos uma estrada de asfalto, que percorremos até uma calçada de acesso a uma pequena quelha entre campos agrícolas. As marcas vermelhas e amarelas orientaram-nos até à povoação de Caveirós-de-cima por um caminho rodeado de frondosos carvalhos. Caveirós-de-baixo surgiu logo a seguir, servindo de passagem para o final do Trilho Medieval, no Largo do Cruzeiro.
Seguimos em direcção à Igreja Paroquial de Cambra, edifício barroco do século XVIII, ornado por duas torres sineiras, apresentando uma interessante fachada revestida de azulejos azuis. O trajecto seguiu pelo “caminho do Calvário”, em direcção a Cambra de Baixo.
Neste troço, embelezado por um aqueduto em pedra, a ruralidade está patente na paisagem. Chegados a Cambra de Baixo, encantadora pelo cinzento granítico das suas casas, tomamos rumo em direcção ao ex-líbris desta freguesia: a Torre Medieval de Cambra. Esta ligação é feita por uma quelha murada, muito estreita, que conecta a dita povoação e a Torre, atravessando o rio Alfusqueiro por uma poldra.
Após uma pequena paragem para fotografar a Torre, prosseguimos a marcha para a Cova do Lobisomem. Percorremos então alguns metros, num acesso junto à A25, até entrarmos num caminho antigo que nos conduziu à antiga fábrica do queijo, junto à povoação de Tourelhe. Aqui, as casas em pedra e os espigueiros voltam a fazer parte da paisagem.
O trajecto seguiu por uma calçada que nos encaminhou para o rio Alfusqueiro, atravessado uma bela ponte em pedra, em direcção a Confulcos. Daqui, partimos por uma vereda murada muito estreita que nos conduziu até às margens de um pequeno afluente do rio Alfusqueiro. De singela beleza, este recanto é propício a uma paragem.
Prosseguimos o trilho e em breve atingimos uma estrada de asfalto, que percorremos até uma calçada de acesso a uma pequena quelha entre campos agrícolas. As marcas vermelhas e amarelas orientaram-nos até à povoação de Caveirós-de-cima por um caminho rodeado de frondosos carvalhos. Caveirós-de-baixo surgiu logo a seguir, servindo de passagem para o final do Trilho Medieval, no Largo do Cruzeiro.
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