segunda-feira, 12 de março de 2012

À descoberta da Serra de Aire e Candeeiros 18/03/2012

No próximo dia 18 de Março será efectuado um percurso pedestre na Serra de Aire e Candeeiros, num itinerário alternativo que permitirá explorar diversos aspectos surpreendentes destas montanhas, nomeadamente a mítica Fórnea.


O site do Município de Porto de Mós refere-se à Fórnea como sendo “um estranho fenómeno geológico que dá a ilusão de ser um anfiteatro natural.” (…) “A Fórnea assemelha-se a um enorme abatimento da crosta terrestre, começando em Chão das Pias e descendo até Alcaria. Porque os solos da Serra de Aire e Candeeiros são ocos e apresentam vácuos, puderam dar origem às grutas, mas também a este local: uma depressão de milhões de anos rodeada por cursos de água.”

O site acrescenta “na zona da várzea existe um vale de oliveiras, enquanto que no espaço envolvente se encontram duas cascatas, e duas nascentes. A zona do semi-circulo é envolvida pela Serra de Ladeiras, Pena de Águia e Cabeço Raposeiro. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural impressionante. No interior da Fórnea encontra-se a Cova da Velha, uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea.”

Marcamos a actividade para as 11:00 da manhã do dia 18 de Março na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Consolação em Alvados nas seguintes coordenadas:
39°32'54.32"N (latitude) e 8°46'13.20"W (longitude).

O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.

Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.

À descoberta da Freita | Fotos

Desta vez dirigimo-nos até às imediações de Arouca, para uma nova abordagem à Freita e ao seu monumental Geoparque, reconhecido pelo excepcional património geológico de relevância internacional, associado a uma intensa riqueza arqueológica, ecológica, histórica e etnográfica.

Começamos o nosso itinerário em Fuste, atravessando este pequeno povoado rural através da Rota do Ouro Negro. Após alguns estradões florestais ensolarados, passamos em frente a dezenas de entradas de minas rudimentares de volfrâmio ladeadas por um vale profundo e encaixado, onde o majestoso ribeiro da Pena Amarela recebe a água do ribeiro da Covela, que ali chega por um leito em escadaria formando cascatas.

Ainda na zona de mineração, atravessamos o ribeiro da Pena Amarela numa pequena ponte de madeira, para iniciar uma subida por um carreiro tradicional que nos conduziria ao lugar de Rio de Frades, inicio oficial do Caminho do Carteiro.

Esta pequena aldeia esquecida da Freita, no tempo da II Guerra Mundial foi palco de uma coexistência surpreendente pacífica de alemães e ingleses, na exploração das respectivas minas de volfrâmio. Desse período restam ruínas fantasma de um passado mineiro misturadas agora com a arquitectura rural e com as gentes serranas que ainda por lá habitam, que nos acolheram num café hospitaleiro, que permitiu retemperar forças para a magnífica ascensão que se avizinhava.

Depois de passarmos por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prosseguimos, durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre gargantas apertadas. Logo de seguida, iniciamos uma suave descida que nos conduziu ao pequeno pontão através do qual é feita a travessia do Rio.

Dobrado o Rio, iniciamos a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamo-nos com a escola primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da qual tomamos o caminho da direita que nos conduziu até Tebilhão.

O trajecto entre as duas aldeias foi de rara beleza, repleto de paisagens monumentais: do lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão, do lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo. Cenários impressionantes que fazem ao visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo dos tempos, seres humanos aí residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela uma bucólica paisagem que enfeitiça o olhar.

O regresso a Fuste foi efectuado através de um caminho alternativo, com estrada e estradões antigos de terra, que nos ofereceram vastas panorâmicas sobre a Freita, num final de tarde único, pontuado pelo movimento lento das eólicas sobre os ermos e pelo sopro da brisa fresca em jeito de epílogo de mais uma Evasão notável em terras lusas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

À descoberta da Freita 11/03/2012

No próximo dia 11 de Março de 2012 será efectuado um percurso na Serra da Freita que integrará a Rota do Ouro Negro e o Caminho do Carteiro, num itinerário alternativo com aproximadamente 21 quilómetros.


Marcamos a actividade para as 10:00 da manhã do dia 11 de Março na aldeia de Fuste nas seguintes coordenadas:
40°54'12.21"N (latitude) e 8°12'57.79"W (longitude).

O percurso apresenta um grau de dificuldade médio, sendo recomendável que levem comida, água, impermeável, chapéu, lanternas (de preferência frontais) e calçado confortável.

Caso estejam interessados em participar enviem um e-mail de confirmação para evasaoverde@gmail.com.

Laguna de los Carros 21/02/2012

Entre Sotillo e Sanabria existe uma montanha mergulhada em carvalhos, com um lago no cume, e vastas superfícies alagadas nas cotas mais baixas onde repousam vacas, cavalos e tranquilos cães lobeiros que protegem um lugar que respira da simbiose entre a montanha e a pastorícia, num quadro único ao alcance de todos.


No dia 21 de Fevereiro iniciamos um percurso de aproximadamente 11 quilómetros intitulado “Laguna de los Carros” em Ribadelago, subindo pela encosta do maciço montanhoso que ladeia o Lago Sanabria a Sul. Com a companhia de pequenos regatos gelados, e pontuais miragens do espelho de água de Sanabria entre os ramos despidos dos carvalhos, alcançamos a lagoa num extenso planalto vigiado pelos maciços graníticos que se erguem entre as Cascatas de Sotillo e a Laguna de los Carros.

Ficam as fotos para contar a história.